Há dez anos houve o alerta de que os antibióticos tornar-se-iam inócuos devido à resistência criada pelas bactérias. As multinacionais não deram atenção a este fato e omitiram-se da pesquisa de novos medicamentos que pudessem fazer frente à evolução bacteriológica. Os sucessos auferidos até então eram tranqüilizadores e não sentiam a necessidade de novos investimentos em pesquisas. Alem do mais, os lucros mostravam-se muito compensadores. Na era de Stalin um cientista franco-canadense, Willy Smith, simpatizante do comunismo, mudou-se para a Rússia (então União Soviética) indo residir em uma pequena cidade da Geórgia. Em lá chegando iniciou uma pesquisa para combater as bactérias impressionado com os estudos já realizados sobre a sua evolução e fortalecimento contra os antibióticos, notadamente os que diziam respeito ao estafilococo e os males que produz. Baseado em seus estudos anteriores a respeito deste tema Willy Smith iniciou uma pesquisa sobre os vírus, principalmente os que viviam nas águas poluídas dos esgotos.
Willy Smith bem cedo descobriu que estava no caminho certo. Os vírus bacteriófagos dos esgotos eram tão vivos quanto às bactérias e passíveis de oferecerem evolução semelhante quando fosse necessário combate-las, conviviam com elas e, naturalmente, evoluíam também com elas. Na guerra da Criméia testou-se a sua descoberta com pleno sucesso entre os feridos nas batalhas. Entusiasmado com os resultados obtidos, Stalin chamou o cientista à sua presença lhe dando plenos poderes para o prosseguimento das suas pesquisas já vitoriosas. Na segunda guerra mundial, a descoberta de Smith novamente foi usada para afastar a gangrena e os outros males que as bactérias produziam na reconquista da saúde dos feridos. O sucesso foi espantoso e total.
A Terapia Bacteriofágica estava definitivamente implantada entre os russos. O Laboratório montado por Smith caminhava adiante, sempre procurando os vírus bacteriófagos destinados ao combate deste ou daquele mal. A grande vantagem destes vírus, como já foi dito acima, é a de que são vivos e podem acompanhar a evolução e o fortalecimento de quaisquer bactérias. O trabalho dos cientistas é o de descobrir o vírus específico para o combate de bactérias específicas provocadoras desta ou daquela doença. Os vírus cercam as bactérias e em um átimo as destroem. A Terapia Bacteriofágica ampliou-se por todo o território russo e promoveu a saúde publica com rapidez, conhecendo a popularização e a confiança do povo na sua eficácia plenamente comprovada, apesar de ser quase desconhecida no ocidente, ainda às voltas com os antibióticos e desconhecendo as vantagens daquela terapia e o perigo ameaçador representado pela evolução e fortalecimento das bactérias em relação ás terapias feitas com o uso dos antibióticos cada vez mais impotentes.
Com a extinção da União Soviética o trabalho dos cientistas russos conseguiu ultrapassar as fronteiras e um inglês, Paul Barrow, decidiu procurar por Willy Smith para aprender com ele. Barrow, um veterinário, iniciou esta terapia usando-a nos rebanhos e obtendo o mesmo sucesso conseguido com os seres humanos, como pacientes, na Rússia.
Uma das razões do trabalho de Smith ser pouco conhecido no ocidente era a de que uma descoberta científica para ser patenteada e se tornar aceita teria que ser descrita e explicada em inglês e de tornar-se conhecida através de publicação em uma das revistas científicas ocidentais. O FBA americano exige estes procedimentos.
Apesar das notícias a respeito da Terapia Bacteriofágica e do seu sucesso nos hospitais russos agora livres das bactérias assassinas e na quantidade imensa de vidas salvas por ela, os cientistas ocidentais adeptos dos antibióticos desdenharam-na e se mostraram céticos a respeito até mesmo emitindo opiniões desfavoráveis e apressadas já que nem haviam se dado ao trabalho da mais simples pesquisa relacionada á esta Terapia.
Willy Smith falece e os "seus" cientistas prosseguem trabalhando e estudando novas cepas de bactérias e quando necessário colhendo os vírus provenientes dos esgotos do próprio hospital onde mantinham o Laboratório. As multinacionais ocidentais dando importância apenas aos seus lucros e a mais nada, continuavam tranqüilas sem empreenderem a mínima das pesquisas na descoberta de novos antibióticos já que os empregados se mostravam ineficientes diante das bactérias evoluídas, provocando vítimas desnecessárias. O alerta fora dado e elas, às multinacionais e não haviam tomado consciência de que o ocidente caminhava para uma situação deplorável onde um simples parto ou pequena intervenção cirúrgica estava se tornando em uma aventura cujo fim significava a morte, por infecção hospitalar ou outros males provocados pelas bactérias assassinas.
A equipe inglesa de veterinários chefiada por Paul Barrow, quem trabalhara com Willy Smith e Mick Huggins colhia sucessos de 100% no combate á diarréia e outras doenças que anteriormente sacrificavam uma grande parte do rebanho inglês. A Ciência ocidental continuava alheia menosprezando e ridicularizando a Terapia Bacteriofágica, como se a mesma fosse uma superstição ou uma falácia, um pseudo-tratamento científico apesar das evidências comprovadas e que eles desdenhavam com arrogância e....Desconhecimento completo do assunto.
Com a extinção da União Soviética surgiu um grande entrave para os trabalhos laboratoriais dos abnegados pesquisadores e cientistas russos: o corte de verbas que sustentavam o Laboratório. Com esforço eles continuaram trabalhando. Outro empecilho logo apareceu, a guerra na Geórgia, onde o fogo destruiu alguns dos preciosos arquivos que eram colecionados desde os tempos de Willy Smith, agravada a situação com o corte sistemático da energia tão necessária para a conservação das cepas de bactérias e dos seus inimigos mortais: os vírus.
Com extrema eficiência e dedicação, os cientistas levavam o que podiam para as geladeiras das suas casas, mas quando o inverno chegou este procedimento tornou-se ineficiente, não podiam manter a temperatura necessária para a conservação das bactérias e dos vírus. Além do mais, já viviam as agruras da falta de verbas e dos pagamentos dos seus salários.
Foi quando o acaso propiciou uma reviravolta nesta situação. Um empresário americano, milionário, afeiçoado à leitura dos avanços científicos, leu uma reportagem fornecida à Revista DISCOVERY pela equipe de veterinários ingleses que falavam também do sucesso da Terapia Bacteriofágica em todo o território russo. Entusiasmado com o lucro que esta terapia poderia lhe auferir futuramente, como a terapia dos antibióticos já assegurava ás multinacionais, Casey Hollington dirigiu-se à Geórgia e propôs a criação de uma parceria com os cientistas russos. Aceita esta parceria ele começou a financiar o Laboratório e as pesquisas, convocando uma equipe de patrocinadores que também visavam o lucro que aquele investimento futuramente lhes traria.
Foi fundada a "GEORGIAN RESEARCHING CORPORATION" cuja sede eles decidiram construir nos Estados Unidos, em Seattle.
Os investidores, em seguida, foram tentar as patentes da descoberta de Willy Smith uma vez que precisavam da aprovação do FBA. Já com o Laboratório americano em fase de finalização de montagem surgiu o primeiro entrevero entre os americanos e os russos. A patente seria tirada em nome de quem? Dos americanos ou dos russos? Os russos não estavam satisfeitos com a mudança de local do Laboratório, da Rússia, para os Estados Unidos e os americanos já se encontravam com a faca e o queijo nas mãos: a entrevista publicada em revista científica que poderia render-lhes a patente do FBA, um órgão que "Tudo sabe e tudo vê" como se diz na gíria dos cientistas ocidentais.
Os russos resolveram então lutar pela sua sobrevivência, procurando por novos parceiros para o prosseguimento dos seus trabalhos, uma verdadeira salvação para a humanidade cujo único lucro incomensurável é o da própria vida. O Laboratório de Seattle já está quase em funcionamento e os russos ainda procuram os seus financiadores e novos parceiros, eles são os mestres no assunto e se doaram ao trabalho científico com dedicação e muito sacrifício durante todo o tempo no qual foram ridicularizados e menosprezados pelos céticos cientistas ocidentais que não acreditavam na Terapia "falaciosa" russa, cegos e surdos aos clamores dos resultados extraordinários produzidos por ela.
A Terapia Bacteriofágica é 100% eficiente em todas as doenças produzidas por bactérias, inclusive torna inócuos os efeitos das guerras bacteriológicas. Os antibióticos já estão se tornando ineficientes e os hospitais nas fontes de vários males produzidos por bactérias, todos eles letais. Durante 50 anos os antibióticos representaram a salvação na sua eficácia agora relativa, descansaram as multinacionais com os seus lucros exorbitantes ignorando os alertas de que num futuro (que já tornou-se presente) os antibióticos já não fariam mais efeito, elas deveriam , há dez anos, terem providenciado pesquisas para o encontro de novos medicamentos que fizessem frente á evolução constante das bactérias portadoras da morte.
No ocidente, uma simples inflamação de garganta produzida pelo estafilococo, uma desinteria ocasionada pela salmonella, uma infecção hospitalar adquirida durante um parto, representam hoje uma ameaça de morte certa, sacrifica-se a saúde e a vida de seres humanos visando-se lucros exorbitantes o que é inteiramente inadmissível. Façamos votos para que a Terapia Bacteriofágica, no ocidente, perfaça os caminhos que vem trilhando na Rússia onde é accessível, barata e à disposição de toda a população. Seria pedir demais?
FONTE: DISCOVERY

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